Foto: redes sociais


Duas pessoas morreram após serem atropeladas na rodovia BA 220, na localidade de Tombão, próxima ao distrito de Poços, zona rural de Campo Formoso (BA), no início da tarde desta sexta-feira (22). Segundo informações do Hospital São Francisco (HSF), elas chegaram a ser atendidas, mas não resistiram aos ferimentos.

Ainda segundo o hospital, uma das vítimas era Ivone de Souza Evangelista, 41 anos, a outra era neta dela de iniciais A.N.S.E., de cinco anos.

De acordo com informações da Polícia Militar, populares contaram que a criança retornava da escola, desceu do ônibus e foi em direção da avó que estava do outro lado da pista. Desesperada, dona Ivone tentou tirar a neta da rodovia, mas as duas foram atropeladas por outro ônibus que passava em sentido contrário no mesmo instante.

Um dos moradores da localidade contou à reportagem da rádio 98 FM que avó e neta estavam juntas, logo após a menor descer do ônibus, e ao atravessarem a rodovia o ônibus que seguia na direção oposta atropelou e arrastou as duas por cerca de 50 metros.

A PM informou também que o condutor fugiu, mas acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

PROTESTO



Após o acidente, moradores bloquearam a rodovia e exigiam a construção de redutores de velocidade no local. O ato teve início por volta do meio dia e foi encerrado depois das 18h. Apenas pessoas doentes ou ambulâncias eram autorizadas a passar pela rodovia.

A reportagem da rádio FM acompanhou o bloqueio. Guarnições da Polícia Rodoviária Estadual, da Polícia Militar e uma equipe do Corpo de Bombeiros também se deslocaram para a rodovia.

O protesto só foi encerrado após o secretário municipal de Infraestrutura André Custódio e uma equipe do Consórcio do Piemonte Norte do Itapicuru dialogarem com os manifestantes. Em seguida, foram instalados  três redutores de velocidade no trecho.

O fluxo do trânsito voltou à normalidade por volta das 18h, após o primeiro redutor ser construído.

Moradores afirmaram que há muitos anos solicitaram os redutores de velocidade, mas nunca foram ouvidos.

Já foi enviado oficio para Prefeitura nesta gestão, para outras gestões, eles disseram que estavam esperando DNIT, mas a gente não teve mais tempo de esperar ninguém. A gente meteu a cara e fechou mesmo aqui, e devido a este fechamento, estes quebra-molas estão sendo feitos”, afirmou o líder do movimento, Galdinho José de Carvalho.





Foto: Leandro Daniel

Redação do site da 98 FM