Na última quarta-feira (04), o Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDPOC), representado pelo presidente, Eustácio Lopes, visitou a Delegacia Territorial (DT) da cidade de Antônio Gonçalves, que, em meio à expansão do tráfico de drogas, mantém seu funcionamento com o suporte da prefeitura.

Antes reconhecida como uma cidade pacata, Antônio Gonçalves lida agora com a alta da criminalidade. De acordo com o Escrivão de Polícia Civil (EPC) da delegacia, Clorisvaldo Lino, o tipo de ocorrência mais registrado na unidade possui relação com o tráfico de drogas, onde facções de Salvador, mais precisamente do bairro do Arenoso acabaram se instalando no município, com isso aumentando a criminalidade. Em abril, um homicídio por arma de fogo foi registrado na cidade.

Com cerca 10.000 habitantes e 10 casos elucidados em cada 100, a unidade não conta com viaturas, Delegado-Titular, nem Investigadores. "Eu vou fazer nove anos que estou aqui e quando eu cheguei já não tinha investigador", relatou o EPC Lino, que revelou ainda que as atividades na delegacia são conduzidas com a ajuda de Investigadores voluntários que saem de Senhor do Bonfim até Antônio Gonçalves.

Por consequência do abandono do Governo do Estado, a Delegacia Territorial funciona em uma estrutura cedida pela prefeitura, também responsável pela compra de computadores e de materiais de higienização, além do pagamento da internet. "Antigamente, eu mesmo quem pagava a internet daqui", comentou o Escrivão, pontuando que esta foi uma necessidade para a manutenção do trabalho face à falta de iniciativa  do poder público.

“É necessário que o Governo do Estado da Bahia se faça presente na cidade para promover o preenchimento de cargos e a dignidade laboral, pelos quais será fortalecido trabalho de investigação. Vamos mudar essa realidade da Polícia Civil, para que a gente possa fazer a criminalidade recuar e diminuir a violência no estado da Bahia", declarou o líder sindical Eustácio Lopes.

Fonte: SINDPOC