'Se tiver unidade, Otto vai ser candidato a governador', garante Coronel
Foto: Leopoldo Silva/ Agência Senado

Ainda com muitos ruídos, a solução para o imbróglio criado a partir da desistência do senador Jaques Wagner (PT) em concorrer ao governo da Bahia em 2022 passa pela unidade do grupo. Essa é a avaliação do também senador Angelo Coronel (PSD), um dos principais entusiastas da substituição de Wagner por Otto Alencar (PSD). Apesar do otimismo com o nome do correligionário, Coronel admite uma condição primordial para a campanha: “Otto não será candidato de apenas uma parte do grupo”.


“Se tiver unidade, Otto vai ser candidato a governador. Agora é necessário a base estar unidade publicamente. Se não, não adianta falar em candidatura”, pontou o senador.  A declaração de Coronel antecede a reunião da executiva do PT da Bahia, que vai discutir o posicionamento da legenda após a saída de cena de Wagner neste sábado (5) (lembre aqui).

 

Coronel ressalta a importância do PT nesse processo, porém exalta também que a demanda por unidade indica também a posição de apoio pública de siglas como o PCdoB e o PSB, que ainda não falaram publicamente em endossar uma campanha de Otto - mesmo que já tenham assegurado não haver veto ao nome do senador como candidato ao governo (lembre aqui e aqui).

 

ALIANÇA COM O PROGRESSISTAS


Um encontro entre lideranças do Progressistas e do PSD nesta quinta-feira (3) selou um entendimento de que Otto deveria postular ao governo pelo grupo. A conversa passou pelo diagnóstico de que João Leão (PP) deve herdar o mandato tampão do governador Rui Costa (PT), que deve renunciar para ser candidato ao Senado.


“Estivemos com Leão e está tudo afinado para o futuro governo de Leão e o futuro governo de Otto. Precisamos sentar com os demais partidos no conselho político para termos a unidade. Sem a base estar unida publicamente, Otto não será candidato”, vaticinou Coronel.