Candidato do Podemos, ex-juiz Sérgio Moro - Foto: Marcello Casal Jr | Agência Brasil

Candidato do Podemos à Presidência, o ex-juiz federal Sergio Moro disse nesta terça-feira, 22, que não deve abdicar de sua pré-candidatura em favor de um projeto único da terceira via.

O ex-juiz da Lava Jato ‌destacou‌ ‌que‌ ‌as‌ ‌pesquisas‌ ‌mostram‌ ‌que ele seria o representante‌ ‌do‌ ‌grupo‌ ‌com‌ ‌mais‌ ‌chance‌ ‌de‌ ‌vencer‌ ‌as‌ ‌eleições.‌ ‌Portanto, por ora, descarta desistir da disputa. ‌

"Eu‌ ‌estou‌ ‌em‌ ‌terceiro‌ ‌lugar‌ ‌desde‌ ‌que‌ ‌coloquei‌ ‌nessa‌ ‌posição‌ ‌de‌ ‌pré-candidato,‌ ‌então‌ ‌não‌ ‌faz‌ ‌sentido‌ ‌eu‌ ‌abdicar‌ ‌da‌ ‌minha‌ ‌pré-candidatura‌ ‌se‌ ‌ela‌ ‌é‌ ‌com‌ ‌maior‌ ‌potencial‌ ‌de‌ ‌vencer‌ ‌esses‌ ‌extremos.‌ ‌Mas‌ ‌a‌ ‌gente‌ ‌tem‌ ‌que‌ ‌tratar‌ ‌isso‌ ‌com‌ ‌bastante‌ ‌humildade",‌ ‌disse‌ ‌Moro‌ ‌durante‌ ‌evento‌ ‌do‌ ‌banco‌ ‌BTG‌ ‌Pactual‌.‌‌

O‌ ‌presidenciável‌ ‌também‌ ‌afirmou‌ ‌que‌ ‌os‌ ‌candidatos‌ ‌do‌ ‌campo‌ ‌já‌ ‌deveriam‌ ‌estar‌ ‌unidos‌ ‌e‌ ‌que‌ ‌essa‌ ‌é‌ ‌uma‌ ‌questão‌ ‌urgente.‌ ‌ ‌

"A‌ ‌gente‌ ‌precisa‌ ‌realmente‌ ‌buscar‌ ‌essas‌ ‌união‌ ‌entre‌ ‌os‌ ‌todos‌ ‌os‌ ‌candidatos‌ ‌desse‌ ‌centro‌ ‌democrático‌ ‌ou‌ ‌nós‌ ‌vamos‌ ‌cair‌ ‌nas‌ ‌garras‌ ‌dos‌ ‌extremos‌ ‌e‌ ‌acho‌ ‌que‌ ‌não‌ ‌temos‌ ‌tempo‌ ‌a‌ ‌perder",‌ ‌concluiu.‌ ‌ ‌

Ao‌ ‌ser‌ ‌questionado‌ ‌se‌ ‌abriria‌ ‌mão‌ ‌de‌ ‌sua‌ ‌pré-candidatura‌ ‌por‌ ‌outro‌ ‌candidato,‌ ‌Moro disse‌ ‌que‌ ‌há‌ ‌vários‌ ‌nomes‌ ‌reformistas‌ ‌que‌ ‌se‌ ‌colocam‌ ‌na‌ ‌disputa,‌ ‌citando‌ ‌Doria,‌ ‌que‌ ‌estava‌ ‌na‌ ‌plateia‌ ‌e‌ ‌falaria‌ ‌no‌ ‌mesmo‌ ‌evento‌ ‌na‌ ‌sequência.‌ ‌ ‌

"Tá‌ ‌aqui‌ ‌o‌ ‌governador‌ ‌Doria,‌ ‌que‌ ‌tem‌ ‌essa‌ ‌mesma‌ ‌visão.‌ ‌Então,‌ ‌acho‌ ‌muito‌ ‌factível‌ ‌que‌ ‌nós‌ ‌possamos‌ ‌nos‌ ‌unir‌ ‌em‌ ‌algum‌ ‌momento‌ ‌desse‌ ‌ano‌ ‌para‌ ‌enfrentar‌ ‌esses‌ ‌extremos",‌ ‌afirmou,‌ ‌no‌ ‌que‌ ‌foi‌ ‌aplaudido‌ ‌pelo‌ ‌público‌ ‌de‌ ‌empresários.‌ ‌ ‌

Moro sugeriu que a eventual eleição de Bolsonaro ou de Lula pode levar o país a um cenário de violação dos princípios democráticos.

“Acho que é essencial a união contra os extremos. Se a gente não fizer as reformas modernizantes, vamos ter essa mesma conversa daqui a 4 anos num cenário pior, isso se não for expropriado o BTG — o André [Esteves, sócio-fundador da instituição financeira] tem de tomar cuidado”, afirmou.

Fonte: A tarde