O presidente dos EUA, Joe Biden 

Em entrevista à NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recomendou, nesta quinta-feira (10/2), que os norte-americanos residentes na Ucrânia deixem o país “imediatamente”.

“Devem sair agora! Não é como se estivéssemos lidando com uma organização terrorista. Estamos lidando com um dos maiores exércitos do mundo. É uma situação muito diferente e as coisas podem sair do controle rapidamente”, declarou.

Apesar do alerta, Biden negou que enviaria forças militares para resgatarem os estadunidenses que se encontram em solo ucraniano.

O democrata ainda rechaçou a possibilidade de um confronto militar com a Rússia. “Estamos em um mundo muito diferente do que já estivemos”, tranquilizou o presidente.

Entenda

A relação entre EUA, membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e Rússia vive momento delicado após o país norte-americano sinalizar positivamente para a expansão da organização, com uma eventual entrada da Ucrânia entre os países aliados.

A expansão da Otan é encarada pela Rússia como uma ameaça militar, pois a Ucrânia é vista como um território com o qual eles podem impedir o avanço das forças militares ocidentais.

Desde o fim da União Soviética, em 1991, a Ucrânia é um país independente. No entanto, as histórias do país e da Rússia sempre andaram juntas. Isso porque o berço da Rússia moderna é a Ucrânia.

A Ucrânia já sofreu diversas invasões e chegou a ser incorporada por russos e soviéticos.

As regiões de Donetsk e Luhansk, áreas da divisão com a Rússia, conhecidas como Donbas, estão sob controle de separatistas apoiados pelos russos desde 2014. De lá para cá, ao menos 13 mil pessoas morreram em conflitos armados.

Metrópoles