Lateral, atualmente no Barcelona, voltou à seleção e foi titular nos jogos das Eliminatórias contra Paraguai e Equador

Aos 38 anos, o juazeirense Daniel Alves tem um sonho muito bem definido: ele quer disputar mais uma Copa do Mundo com o Brasil. A seleção comandada por Tite é uma das candidatas ao título em sites de apostas online gratis, ao lado de outras equipes, como Bélgica, Argentina e França. 

Daniel Alves sabe que essa é a última oportunidade para ele conquistar o único título de expressão que lhe falta na carreira. Mesmo pela equipe canarinho ele já faturou a Copa América e a Copa das Confederações. Nos jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, ele ficou com o ouro.

Entre os clubes que jogou, o atleta ganhou a Liga dos Campeões do Barcelona e empilhou títulos nacionais pela equipe catalã. Após temporadas vencedoras ao lado de Messi, Xavi e Iniesta, seguiu para a Juventus, onde também faturou o campeonato italiano. No PSG, levantou a taça do Campeonato Francês.

Até mesmo no Brasil, quando voltou para jogar no São Paulo, Daniel Alves conseguiu acabar com o jejum do clube ao vencer o Campeonato Paulista. Apesar da saída conturbada, o jogador colocou seu nome na história do clube ao levar o time a um título, algo que não acontecia desde 2012.

Daniel Alves voltou ao Barcelona no início do ano com um objetivo. Além de ajudar na reconstrução do clube, que vive grave crise financeira e também técnica, ele quer permanecer no radar de Tite até dezembro, quando será disputada a Copa do Mundo do Catar. 

Daniel Alves tem a seu favor não só a experiência como um dos melhores jogadores do mundo na lateral-direita, mas também o fato de os jogadores da posição que serviram à seleção recentemente não mostrarem condições de captar a confiança de Tite em sua totalidade.

Danilo, da Juventus, e Emerson Royal, do Tottenham, ainda não conseguiram imprimir um bom ritmo na lateral, o que por sua vez deixa Tite indeciso sobre quem será o dono da posição na Copa do Mundo. Na indecisão, melhor para Daniel Alves, que, além da qualidade técnica, tem moral com o grupo.

Há algumas semanas, na vitória por 4 a 2 diante do Atlético Madrid, Daniel Alves fez gol, deu passe para gol de Jordi Alba e ainda teve tempo de ser expulso. Mais do que a vitória especial em um clássico, o atleta chegou ao jogo de número 1000 da carreira, feito para poucos. A maioria desses jogos, aliás, foi feito no mais alto nível do futebol mundial.

Outro dado interessante na trajetória recente do jogador é o fato de ele ter chegado ao número de 121 partidas com a camisa da seleção brasileira, deixando para trás Rivelino, que fez 120 jogos. Agora, ele só não tem mais partidas que Cafú, que segue na liderança, com 150 partidas, e Roberto Carlos, com 132 exibições pelo time canarinho. 

"Sempre me vi dentro da Seleção Brasileira, sempre me vi com chance. Não porque sou queridinho, não porque sou um jogador que acumula muitos jogos e tenho conquistas na minha carreira. Mas pelo meu comprometimento, pela minha disciplina, pelo meu caráter, pela minha entrega. As críticas, no meu ver, se elas são infundadas, elas não servem", disse Daniel Alves em entrevista coletiva recente com a seleção brasileira.

Sobre a idade avançada, o lateral disse não se preocupar com esse aspecto quando o assunto é estar na Copa. "Acredito que o fato de você ser um jogador mais experiente ou ter alguns anos a mais do que outros, te dá um conhecimento que os outros não têm. Então, se você sabe utilizar isso, você cria uma longevidade de carreira. Os cuidados que você tem com a profissional, com a sua rotina, com sua entrega, isso que faz você ir um pouco mais ou não", complementou o atleta.

Foto: Lucas Figueiredo / CBF