Com grande incidência de casos de omicrôn no Vale do São Francisco, em Juazeiro e Petrolina, tem sido grande a procura por atendimento nos hospitais e postos de saúde, em busca de testes que apontem as causas dos sintomas que acometem centenas de pessoas na região. A dúvida: é gripe ou Covid-19?

Um monitoramento realizado pelo projeto Zoe COVID Symptom Study, no Reino Unido, pode dar uma luz nessa dúvida e aponta que, em que pese os sintomas se assemelhem ao das outras variantes da Covid-19, a grande maioria das pessoas infectadas pela ômicron relataram que o sintoma de dor de garganta apareceu antes dos demais sinais aparecerem.

De acordo com o estudo 57% das pessoas relataram forte dor de garganta no início da infecção e as evidências, conforme o estudo, apontam que a ômicron tem maior probabilidade de infectar a garganta do que os pulmões, o que pode explicar por que parece ser uma variante mais infecciosa.

Outros estudos, ainda a serem avaliados por outros cientistas, mostram que a carga viral da ômicron “atinge o pico na saliva um a dois dias antes de atingir o pico na área do nariz”.

Em declaração ao G1, a médica otorrinolaringologista do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, Larissa Camargo, explica que "O que parece é que a variante apresenta uma preferência pelas células da via área superior - garganta, seios da face e orofaringe, apesar de ainda faltarem informações que nos comprovem e indiquem por quê. São áreas onde é mais raro surgirem complicações graves", declarou.

Evaldo Stanislau Affonso de Araújo, membro da diretoria da SPI (Sociedade Paulista de Infectologia), também disse ao G1 que “na área onde o vírus se replica intensamente, a amídala é inflamada como mecanismo de defesa”.

Para os especialistas, no caso da ômicron, a estratégia é controlar a dor e o desconforto de sinais como congestão nasal e coriza: "Com indicação médica, podem ser usados medicamentos anti-inflamatórios, corticoide nasal e oral, e é recomendado fazer a lavagem nasal como soro fisiológico."

Além da inflamação da garganta outros sintomas podem indicar contaminação pela ômicron:

Dores musculares ou no corpo; Dor de cabeça; Cansaço extremo; Febre; Calafrios; Tosse; Falta de ar ou dificuldade para respirar; Congestão ou nariz escorrendo; Náusea ou vômito; Diarreia e perda de paladar ou olfato.

Os especialistas apontaram ainda que os sintomas tendem a ser mais leves para quem está vacinado: "O principal benefício da vacina é reduzir o risco de se precisar de internação e o de óbito. O imunizante torna a infecção mais leve, fazendo com que sintomas que poderiam ser mais duradouros ou intensos sejam brandos", apontaram.

Infectologistas consultados pela redeGN apontaram que é possível já ir tendo uma ideia do que pode ser a causa do problema, mas indicam que buscar a ajuda de um especailista é ainda o melhor caminho.

Da redação redeGN/Com informações do G1