Covid-19: Brasil pode manter níveis críticos ao longo de abril, diz Fiocruz

 

Covid-19: Brasil pode manter níveis críticos ao longo de abril, diz Fiocruz
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que a manutenção da tendência de alto contágio da Covid-19 no Brasil na última semana indica que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo deste mês. O alerta foi feito nesta sexta-feira (16), no boletim Observatório Covid-19 da fundação.

 

Segundo a Agência Brasil, os pesquisadores apontam que as medidas restritivas adotadas por alguns estados e municípios produziram "êxitos localizados", que podem reduzir os casos graves da doença nas próximas semanas.

 

Ainda assim, a flexibilização das medidas pode fazer com que o ritmo de transmissão volte a aumentar, em um cenário em que o isolamento social mais rigoroso ainda não teve impacto sobre o número de óbitos e a demanda hospitalar dos pacientes com Covid-19.

 

O boletim também aponta o risco de a pandemia se estabilizar em um patamar muito mais elevado que no ano passado. A Fiocruz aponta como indicadores a estabilização na incidência de novos casos da doença e a permanência de níveis críticos na ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) na maior parte do país. 

 

Na última semana, o Brasil voltou a superar a média diária de mais de 3 mil mortes e chegou ao recorde de 3.123 mortes na média móvel de sete dias na última segunda-feira (12), segundo o painel Monitora Covid-19, da Fiocruz. 

 

A ocupação de UTIs Covid-19 continua acima de 80% em 22 estados e no Distrito Federal. Apesar disso, a Fiocruz aponta a mudança do Maranhão da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário, com 78% de ocupação. Além disso, quedas significativas do indicador no Pará (de 87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%), Paraíba (de 77% para 70%) e São Paulo (de 91% para 86%). 

 

Ainda segundo o boletim da Fiocruz, até a sexta-feira da semana passada, 30,2% das pessoas vacinadas contra a covid-19 haviam recebido as duas doses do imunizante, enquanto 69,8% receberam apenas uma dose. 

 

A Fiocruz reforça que tanto a CoronaVac quanto a Oxford/AstraZeneca preveem duas doses para que o esquema vacinal seja completo. É recomendado o planejamento da imunização, monitoramento e busca ativa dos faltosos na segunda dose, necessário para alcançar a proteção pretendida pela vacinação.

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Autor emcimadanoticia

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