Ausência de prefeitos em comitê 'anti-Covid-19' desgasta Bolsonaro, avalia UPB

 


Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciar que deve criar um comitê com representantes dos estados e do Congresso Nacional para discutir medidas contra a crise causada pela pandemia da Covid-19 (lembre aqui), o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), lamentou que não houvesse representantes dos municípios no colegiado.

 

Ao Bahia Notícias, o presidente da UPB e prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), disse que é de extrema relevância a participação de representantes municipais. “Seria necessário, pois quem está fazendo um trabalho do serviço de vacinação e tudo mais são os prefeitos então era importantíssimo ter prefeitos representando seus municípios no comitê, mas infelizmente não tem”, disse.

 

Ainda de acordo com Cocá, sem representantes das cidades no grupo ficará difícil a compreensão da pandemia num país de extensão continental. “Agora temos que orar a Deus para que o governo federal faça pelo menos a parte dele de obrigação que é a aquisição das vacinas, mas infelizmente seria importantíssimo nesses casos os representantes dos municípios no comitê”, disse.

 

O descontentamento do representante da UPB, reflete a opinião do presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette, que, em entrevista ao colunista Bernardo Mello Franco, de O Globo, teceu duras críticas à conduta do presidente. “Os prefeitos estão angustiadíssimos com a superlotação dos hospitais e a demora na distribuição das vacinas. Como não gosta de ser contrariado, Bolsonaro fez uma reunião da gente com a gente mesmo”, disse, ao site, criticando a postura do presidente que convocou apenas sete governadores aliados, ministros, e os chefes do Executivo e Legislativo. 

 

A imagem de Bolsonaro tem se desgastado com prefeitos, e a ausência dos gestores municiais no comitê pode prejudicar ainda mais a relação política do chefe do Executivo federal. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) chegou a enviar uma carta aberta ao gestor pedindo que ele assumisse a condução no enfrentamento a pandemia da  Covid-19 no Brasil. 

 

No documento enviado ao Planalto na última terça-feira (23), a entidade ressaltou que o país vive a pior fase da pandemia e criticou a inércia na tomada de decisões. "O presidente da República deve estar pessoalmente empenhado na execução de campanha de comunicação em prol da eficácia e da segurança das vacinas, além da defesa das medidas não farmacológicas, como o distanciamento social, o uso de máscaras e álcool gel, que vêm sendo adotadas em todo o país por Estados e Municípios. Faz-se urgente também a implementação de medidas pela União nas atividades de âmbito nacional, dando maior efetividade às ações dos demais Entes federados", diz um trecho da carta.

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Autor emcimadanoticia

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