FISCALIZAÇÃO ELEIÇÕES 2018 É INTENSIFICADA PELA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL


A fiscalização Operação Eleições 2018 até as 23h59 do próximo domingo (7), será 
intensificada nas rodovias federais de todo o Brasil. A ação visa a garantir a segurança 
dos eleitores que trafegam na estrada até os seus locais de votação e a coibir os crimes 
eleitorais.
A expectativa da PRF é de aumento do fluxo de veículos nas rodovias de todo o Brasil. No
 período, policiais federais também auxiliarão no transporte de urnas, escoltas e outras
 solicitações da Justiça Eleitoral.
De acordo com as autoridades federais, as eleições tende a registrar um aumento do número
 de denúncias envolvendo crimes eleitorais, devido à intensificação da disputa pelo voto dos 
eleitores.
Só esta semana, a PF fez três apreensões de grandes quantias em dinheiro que,
 supostamente, seriam usados na compra de votos. Na segunda-feira (1), quatro mandados 
de busca e apreensão e um de prisão preventiva contra alvos da Operação Cheque Benefício,
deflagrada para investigar um suposto esquema de compra de votos em Roraima.
De acordo com as investigações preliminares, os suspeitos prometiam fraudar a concessão 
de benefícios previdenciários, favorecendo eleitores que votassem para um candidato a deputado.
 Além de manipular as eleições, o esquema causaria um prejuízo de mais de R$ 650 mil aos cofres
 públicos.
No mesmo dia, policiais de Tocantins detiveram um homem que tinha acabado de sair de um 
banco de Araguaína com cerca de R$ 500 mil em uma mala. Desconfiando de que a quantia seria 
usada na prática de crimes eleitorais, a Polícia Civil encaminhou o suspeito à delegacia da PF em
 Araguaína (TO).
O homem detido é o advogado e empresário Luiz Olinto Rotoli Garcia de Oliveira, irmão do
 deputado estadual Olyntho Neto, candidato à reeleição pelo PSDB. Eles estava na companhia de
 um policial militar que presta serviço à Assembleia Legislativa. Os dois usavam um veículo
 oficial que, segundo a assessoria da assembleia, fica aos cuidados do deputado Olyntho Neto.
 Um inquérito foi instaurado para apurar os fatos. Oliveira nega que o dinheiro seria usado em
 qualquer campanha eleitoral e afirma que a quantia é fruto de uma herança familiar. 
O deputado Olyntho Neto também negou envolvimento com o caso, afirmando que seu
 irmão é um empresário que tem suas próprias atividades profissionais.
No dia seguinte, policiais militares de Tocantins detiveram dois homens que transportavam mais 
de R$ 1,2 milhão em malas encontradas em um táxi abordado na rodovia TO-050, durante 
uma ação de rotina. O motorista do táxi e o piloto de um jato executivo que aguardava pelos
 dois homens presos também prestaram depoimento na superintendência da PF, em Palmas, e 
liberados.
De acordo com a PF, os dois homens presos não souberam informar a origem do dinheiro, que foi depositado na Caixa Econômica Federal, conforme determina a legislação que trata de bens
 confiscados e apreendidos. Além da suspeita de envolvimento em crime eleitoral, um dos dois
 homens foi preso em flagrante por uso de documento falso, lavagem de dinheiro e porque 
tinham um mandado de prisão em aberto.
Foto: PRF
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Autor emcimadanoticia

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